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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Futuro, Social e demais desvaneios

Que me perdoem os meus leitores (todos os 2), mas hoje é vez de mais um post diarinho. Com um pouco de meus pensamentos. Resumindo, mais um pouco de um punhado de letras inúteis que ficarão na database da internet por vários anos e todos que lerem vão perceber que estão perdendo muito tempo na vida. Ou não.

Enfim, hoje eu tive uma "entrevista" de emprego, muito, mas muito longe. Se eu moro no fim do mundo, eu fui para o outro fim do mundo. Uaréver, valeu a pena porque é uma daquelas empresas grandes, sabe? Quando digo empresa grande, não é no sentido famosa/tem-grana/ícone-da-cultura-pop, mas é no sentido pensar grande. Tem quadra esportiva, área reservada para tomar um café descontraído e um serviço de almoço fantástico, que pude usufruir e, nossa, como estava boa aquela comida! Tem até refri a vontade. Todas empresas deveriam ser assim. Fim.

Enfim, teve um certo dinâmica em grupo e teste (de português, inglês e mentira estatística), não exatamente nessa ordem. Para variar o teste de português tinha uma redação e para variar o tema era "o que você espera da empresa e como se imagina alguns anos no futuro". Detesto este tema.
Não consigo me imaginar no futuro, não mesmo. Claro, tem aquelas coisas que a gente deseja e tal, mas meus sonhos não são nada impactantes para colocar numa redação dessa. Eu gostaria de um futuro bem pacato, sabe? Idílico mesmo: eu, esposa, filhos, cachorro, casa, carro. Nada de tão anormal ou gritante. Aí dizem para sonhar alto. Eu acho que isso é sonhar alto, pois é o mais próximo de perfeição que consigo imaginar. Aquelas pessoas que sonham astronomicamente fazem de tudo para passar por cima de todas e ainda perdem as coisas pequenas da vida (para não dizer a vida como um todo). Não é isso que eu quero. Se meus sonhos são acrófobos o problema é meu, mas quero aproveitar cada pequeno detalhe da vida, rir das suas ironias, conhecer mais aqueles que estão por perto, aproveitar mais daqueles que amo. Só isso, nada de mirabolante ou "vou ganhar meu primeiro milhão com 30 anos". Eu já vou comemorar se chegar aos 30.

E, como é dia de entrevista, outra coisa vem no pacote: Roupa Social. Não sei o porquê eu detesto tanto colocar roupa social se, depois, eu me sinto hiper-confortável nela. Deve ser o olhar estranho que as pessoas fazem quando te olham assim (E nem entendo o porquê: Se é alguém conhecido eu dou risada com ele. Se é alguém desconhecido, bem, ele nunca me viu antes porque vai se estranhar comigo?). Ou deve ser pura preguiça. Tenho algo contra "roupas" (não que eu ande pelado e nem adianta fazerem chantagem com as fotos do No Pants), não gosto de trocá-las. Por isso detesto tanto sair de casa quando eu chego nela. Eu chego em casa, todo cômodo, já me estabeleci, vesti minhas roupas de "mendigo" e alguém me chama pra sair. Dá uma boa preguiça e nem é por sair de casa, mas por ter que trocar de roupa. Tem algo mais confortável do que as famosas "roupa de mendigo" que usamos em casa? É muito bom! Qual o problema de sair com ela nas ruas?
Enfim, reclamo de usar roupa social mas eu gosto. Exceto de gravata. Tem algo mais inútil do que uma gravata? Oi, estou enfeitando a parte de frente da minha camisa! Sério, sei que ela fica no pescoço mas ela nem aparece no pescoço! Totalmente inútil!


Inútil, a gente somos inútil!


Sobre os demais desvaneios nem sei o que falar, meu dia se resumiu a isso. Eu me peguei me perguntando porque eu tenho tantas idéias e não consigo finalizar nenhuma, mas isso dá matéria para outro post e estou tão sem criatividade que preciso guardar essas idéias com carinho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Teorias

Para quem leu o post do Ou não e ainda não sabe quais eram minhas outras duas teorias, lá vai:

Primeira:
A normalidade não existe. Cada um é diferente do outro de alguma forma ou de outra. Logo todos somos anormais.
Logo caso exista alguém normal, ele é anormal por ser normal afinal é normal ser anormal. Logo, se até os normais são anormais, todos são anormais.


Segunda:
O segredo da felicidade é o pessimismo. Quanto pior você prever que uma coisa dará, mais chances ela tem se superar suas espectativas e, portanto, te deixar contente.

E, finalmente, a terceira:

É possível colocar a expressão "Ou não" no final de toda frase e ela ainda ter sentido e, em muitos casos, ter mais sentido ainda. Ou não.

Q.E.D

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Oi, você está sumido!

Achei curioso isso: Estava na faculdade quando encontro, em momentos diferentes, dois grandes amigos, a reação dos dois foi a mesma:

- Samuel, quanto tempo!

Quando estou voltando pra casa entro na bomboniere que eu costumo entrar, mas não ia a algum tempo, a atendente logo me diz: "Quem é vivo sempre aparece!"

Não é a primeira vez que reflito sobre isso, mas o engraçado é que, toda espécie de local/grupo/associação que participo, a reação é mesma. Sério, cansei um pouco de receber scraps/sms/sinais-de-fumaça falando "quanto tempo, por onde você anda" ou re-encontrar amigos que falem "você está sumido". O complicado de tentar aparecer um pouco em cada lugar é receber isso como resposta. Hoje já não levo mais ao lado ruim, mas já fiquei muito encucado com isso. Se todos acham que eu estou sumido, por onde eu ando então?

E, para cada um desses sumiços, sempre tem uma explicação plausível. Outros compromissos, horários desencontrados, barreiras, enfim, n coisas que a gente sempre pode inventar uma desculpa argumentar para explicar os porquês.

Não posso estar sumido em todos lugares, logo, se todos dizem que estou sumido, a única conclusão que chego é que habito em uma Zona Fantasma ou algo do tipo. Logo a única saída para situações como essa nem é a argumentação. É o concordar.

- Samuel, quanto tempo! Tá sumido, hein?

- É ando sumido, bjos!



terça-feira, 7 de abril de 2009

Sutilezas do Destino

Pois é, adoro as contradições da vida. Hoje fui buscar minha carteira de motorista definitiva... que vence daqui a 5 anos. Parecido com isso só saber que, na faculdade, as disciplinas optativas são obrigatórias. O que me convence que as pessoas não sabem que nosso idioma é tão rico que não há necessidades dessas contradições.

E, mesmo ciente disto, continuo usando gírias que aprendi graças ao uso da internet e colocado no meu dia a dia. Nada grave, porém o vício em "fica a dica" se tornou insuportável. Monstro já fez um post sobre isso e, talvez, um dia faça o meu. Mas espero que o "Q", o "cálice" e o "morri" não apareçam no meu dia-a-dia.

Em tempo e tudo a ver, estes dias fiquei sabendo que, em Curitiba, a Rua 24 Horas continua fechada.